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segunda-feira, 26 de abril de 2021

Hoard of the Dragon Queen - Episódio 2

Pra quem conhece Hoard of the Dragon Queen sabe que no episódio 2 da aventura o grupo vai até o acampamento dos invasores, é um acampamento bem grande, onde Leosin pode ser encontrado preso e torturado, é meio que uma missão stealth e tal. Na minha mesa eu preferi descartar essa parte e pular direto pra dungeon, além disso, usei outra dungeon pro jogo, usei a Tomb of the Serpent Kings uma masmorra muito legal, principalmente pra mestres iniciantes, mudei uma ou outra coisinha pra ela se tornar o esconderijo dos draconianos e na sala do tesouro coloquei os prisioneiros que foram capturados em Ninho Verde.

Pouco depois que os grupo saiu de Ninho Verde com o kobold Omut como guia, um pequeno acampamento no meio da estrada é avistado, com um draconiano e alguns kobolds planejando cozinhar (ou assar, estavam com dúvida) um garoto, nesse momento Omut corre em direção a eles para escapar dos aventureiros e acaba sendo aniquilado pelo grupo junto com seus aliados. O garoto revela a direção que o resto dos prisioneiros foram levados enquanto os kobolds escolheram parar para comê-lo, os aventureiros decidem levar ele de volta pra Ninho Verde antes de seguir o caminho apontado pelo garoto.

Deixando o menino em segurança os aventureiros chegam até o esconderijo dos draconianos, enfrentam alguns embriagados na entrada de uma caverna, que deveriam estar de guarda. Dentro da caverna os heróis se deparam com uma espécie de templo antigo, que talvez pertenceu a uma raça de répteis ou serpentes. Oshuj, o cavaleiro místico de Novaria, acaba caindo em várias armadilhas e coloca um anel amaldiçoado que transforma seu dedo em algo semelhante a cobra, com presas e tudo. Mais na frente, o grupo encontra o draconiano Indigus Furiazul, torturando Leozin, o meio-elfo. Uma dura batalha acontece com a vitória dos aventureiros. Leozin, libertado, revela que está a procura de sua irmã, que está sendo controlada pelo líder do Culto do Dragão, o feiticeiro Sammaster, que teoricamente havia morrido pelas mãos de um paladino de Lathander anos atrás após usar um feitiço para criar um Dragão Lich. Leozin revela que ele e sua irmã são harpistas, e tudo deu errado quando ela encontrou o Tomo do Dragão em uma de suas aventuras e agora está sob o feitiço de Sammaster e sendo usada para liderar os ataques às vilas e provavelmente é responsável pelo roubo dos ovos de dragão.

Esqueletos draconianos encontrados na tumba


Junto com Leozin, os aventureiros exploram as tumbas e encontram uma rede de cavernas onde vive uma tribo de kobolds, mas estranhamente há poucos lá. No geral, a masmorra toda tem menos kobolds e draconianos do que foram vistos no ataque a Ninho Verde. Enfim, eles encontram um local onde os prisioneiros estão sendo mantidos, mas a chave do lugar é guardada por um terrível basilisco. Graças a estratégia de Dora usando Mãos Mágicas, a chave é recuperada e o grupo resgata os prisioneiros e além disso, encontram os ovos de dragão. Um deles havia chocado e estava preso em uma gaiola, mas foi confundido com o familiar da feiticeira irmã de Leozin e foi fulminado por um ataque mágico de Torven. No local também é encontrado uma bola de cristal que é levada para Mãe Delamare.

O Basilisco


De volta a Ninho Verde, os prisioneiros reencontram seus familiares e amigos e o grupo é recebido com festividades, além de receberem a recompensa que estava reservada pela cabeça do Orc Cicatriz. Após os 3 dias prometidos, a dragoneza retorna a Ninho Verde para recuperar seus ovos, fica triste ao saber que um deles havia morrido (o grupo omitiu a informação de que foi morto por um deles, obviamente) e parte em silêncio.

Sem encontrar sua irmã, Leozin decide partir para o Forte da Vela para informar seus aliados harpistas sobre os acontecimentos de Ninho Verde e sobre a descoberta da bola de cristal: uma imagem de um rosto cadavérico foi revelada, provavelmente Sammaster retornou como um lich, o que é sinal de um problema muito grande para os Reinos. O grupo decide acompanhar Leozin em sua jornada.

A primeira parte da sessão termina aí, em linhas gerais foi isso o que aconteceu durante as sessões de exploração da masmorra. Decidi dar uma pausa da campanha por motivos de Big Brother Brasil (é difícil competir com o programa pela atenção dos jogadores quando a sessão acontece no mesmo horário). É isso aí, não sei quando vamos continuar, mas estou satisfeito com a conclusão da aventura.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Hoard of the Dragon Queen - Episódio 1 - Parte 2

 Continuando o reporte da minha campanha de D&D 5e, os heróis haviam se dividido e Ferreira, que foi averiguar a situação do moinho acaba encontrando um rapaz suspeito espreitando os draconianos escondido atrás de um monte de feno, ao abordado ele revelou ser um meio-elfo chamado Leosin e planejava ser capturado para saber o esconderijo dos draconianos, pois ele estava no encalço dos vilõs já há algum tempo. Leosin diz a ferreira que vai deixar um rastro de bolinhas de gude pra ele encontrar o covil e Ferreira vai em direção a igreja ajudar seus amigos.

Na igreja o grupo se depara com vários kobolds forçando a porta com um aríete improvisado e entram em combate e conseguem afugentar e salvar as pessoas dentro da igreja, o Padra Valdo agradece e junto com os fiés se dirigem ao forte escoltados pelos heróis.

Já no final do dia, o líder dos draconianos Indigus Furiazul, um draconiano azul de armadura púrpura desafia um campeão da cidade para um duelo em troca de liberar alguns reféns. Torven, o clérigo anão do grupo aceita o desafio e quase é derrotado após receber uma baforada de relâmpago do draconiano após um duelo intenso. Ele liberta alguns dos reféns mas mantém alguns para garantir a sua saída da vila.

O vilarejo de Ninho Verde após o ataque.

No dia seguinte, os heróis levam o kobold capturado Omut, como guia para encontrar o esconderijo dos draconianos, mas antes passam na cabana da Mãe Delamare para comprar poções e receber algum aviso do futuro: ela revela em suas visões o encontro de Ferreira com Leosin e uma visão de uma feiticeira trajando púrpura misturando poções em uma câmara enevoada. Após isso os heróis seguem rumo ao esconderijo e no caminho encontram um pequeno acampamento de kobolds e um draconiano planejando como preparar para comer uma criança capturada na vila chamado Dinho.

Durante o combate contra os captores de Dinho o kobold Omut acaba morrendo pela espada de Oshuj por tentar se escapar. Após levarem o garoto de volta a vila o grupo segue o rastro dos vilões e chegam ao seu esconderijo: um templo antigo na encosta da montanha.

No próximo reporte trarei as novidades da primeira dungeon da campanha. Tivemos Dragons e agora teremos Dungeons!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Hoard of the Dragon Queen - Episódio 1 - Parte 1

Saudações 1d4+1 leitores deste blog morto-vivo! Hoje trago uma novidade de algo que já não fazia há alguns anos: Um reporte de campanha! Mas dessa vez com outro grupo, outro sistema e outro estilo de jogo, não que eu não goste do estilo old school, mas ele não é o único não é mesmo? Então não iremos ver aquela taxa de mortalidade altíssima nessa campanha nem histórias imprevisíveis, mas sim uma campanha mais heroica e simples, a clássica luta do bem contra o mal.

Como o título já denunciou eu estou mestrando uma aventura oficial de D&D 5e chamada Hoard of the Dragon Queen, ela é a primeira parte da mega campanha Tyranny of Dragons que culmina em Rise of Tiamat, tem até uma raid dessa campanha no MMO ofical de D&D Neverwinter. E como vocês sabem eu não costumo me prender ao lore de aventuras prontas, pego o cenário e o plot base e adapto conforme meu estilo de jogo, que geralmente envolve mais humor e nomes em português. Além disso, tenho jogado muito Dragon Quest, que sou fã, e quis trazer um pouco do estilo fantástico dessa série de jogos. 

Algumas mudanças que fiz nos NPCs da aventura:


Redesenhei o Landregosa Cyanwrath no estilo do Akira Toriyama e rebatizei ele de Indigus Furiazul, por ser mais fácil de lembrar e pronunciar, coloquei um espadão maneiro pra atrair o interesse dos jogadores loucos por loot (risos). 

Leosin Erlanthar permanece com o mesmo nome, mas sem mencionar o sobrenome dele, mantive porque soa como Leozinho e é divertido e fácil de lembrar. Outros NPCs que mudei o nome na vila de Ninho Verde: Governador Tarbaw Nighthill agora se chama Prefeito Tonho, um homenzinho pão duro e preocupado demais com a economia; o anão Castellan Escobert, agora é o Capitão Ruivão, um nobre ex-aventureiro que tomou uma flecha no joelho e agora lidera os soldados do forte e se preocupa com o bem estar das pessoas, mas tem uma certa rivalidade com o Padre Valdo, que administra o Templo de Chantea. Os demais NPCs foram criados pra dar mais vida a vila de Ninho Verde do que ser só o lugar onde a aventura começa.

Os protagonistas da aventura são: Torven, anão, clérigo de Helm, está a procura do Martelo de seu deus; Kayla, a monja, quer conhecer o mundo; Ferreira, o ferreiro, quer conhecer metais raros e técnicas de forja; Isadora, a bruxa, fugiu de aldeões com garfos e tochas; Oshuj, cavaleiro místico, passado obscuro em uma cidade sombria chamada Novaria; Ylla, a feiticeira misteriosa.

Ferreira, Dora, Oshuj, Torven, Kayla e Ylla

O grupo começa na taverna de Biu, contando a o halfling bardo Biléu como vieram parar em Ninho Verde, segundo a história que contaram, eles se juntaram para recuperar objetos roubados durante um ataque orc a uma caravana da qual faziam parte e acabaram se conhecendo nessa empreitada. Inclusive, o grupo veio a Ninho Verde quando soube da recompensa pelo orc Cicatriz, que teria sido o mandante do ataque a caravana. Enquanto contavam essa história sons de trovões seguidos por gritos vieram do lado de fora da taverna, o dia estava ensolarado até então.
Quando os aventureiros saem da taverna se deparam com um ataque de um dragão azul pelos céus e por terra kobolds, dragonetes e draconianos (estilo Dragonlance, mas sem as asas).


Após um combate intenso, os herois levam um kobold (adormecido com a magia sono de Ylla) como prisioneiro e guiam as pessoas da taverna até o forte para ficarem protegidas. Lá o grupo descobre que havia mais pessoas no templo de Chauntea, era hora do culto. Ferreira tenta extrair algumas informações do kobold capturado através de intimidação mas sem muito sucesso. Enquanto o grupo parte para o templo, Ferreira decide averiguar o moinho a pedido do prefeito.

A caminho do templo o grupo é abordado pelo dragão, que revela ser na verdade uma dragonesa e sugere um trato: os aventureiros recuperam seus ovos que estão de posse dos draconianos em 3 dias e ela vai embora e encerra o ataque, se não conseguirem, ela destrói a vila após o prazo. Sem muitas alternativas, eles aceitam o trato e partem rumo ao templo de Chauntea. Esse foi um resumo da primeira sessão, na próxima postagem vou contar o que aconteceu na segunda. Até lá!

One-page RPG jam 2026

  Esse ano alguém sugeriu que eu participasse dessa Jam que rola todo ano no itch de RPGs de uma página. Eu gosto da ideia de sintetizar um ...