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segunda-feira, 24 de junho de 2019

O Reino Fantástico do Castelo de Mandacaru

Saudações 1d4 leitores, faz tempo que não venho por aqui. Como a maioria das postagens são de reportes de campanha e eu já não jogo essa campanha faz um tempo, não tinha muito o que postar aqui e eu andei um tanto ocupado e afastado do meio RPGístico. 
Mas agora trouxe uma novidade e um motivo pra atualizar o blog: trata-se de um RPGzinho simples inspirado em outros RPGs simples (3D&T, Sword & Six-Siders, Savage Flower Kingdom, The Black Hack), em literatura de cordel e folclore brasileiro (principalmente da região nordeste, onde moro) video games divertidos e de humor (West of Loathing, Kingdom of Loathing, Earthbound, Fantasy Life). 
Há um tempo comecei a fazer umas ilustrações temáticas pra passar o tempo e pensei "ei, uma mistura disso daria um cenário legal de RPG". Alguns de vocês sempre pediam pra organizar o material do Forte de Santa Terezinha e lançar em forma de um pdf maroto, mas confesso que aquele cenário, apesar de legal, era uma mistureba sem tamanho e eu mesmo estava bem confuso em lidar com tudo aquilo. Sem falar que queria fazer algo menos "Brasil colonial com D&D" e sim uma fantasia mais regional, com armas, classes e criaturas baseadas na cultura local. Por esse motivo eu acabei não usando Old Dragon, por ele ter muita coisa de D&D (mas nada que você não possa adaptar com facilidade pra sua mesa de OD).
E assim nascia O Reino Fantástico do Castelo de Mandacaru, o Jogo de Aventuras.
Tá. Mas o que é o Castelo de Mandacaru e o que seria essa fantasia mais regional?
Espero responder essa pergunta com a introdução do material (ainda em desenvolvimento).

Ilustração que fiz antes de pensar em fazer um RPG.


O Reino Fantástico do Castelo de Mandacaru é um jogo de RPG que se passa em uma terra distante, muito distante, entre a baixa da égua e a caixa prego, repleta de segredos místicos, histórias misteriosas e seres mágicos. Uma região quente e desértica durante o dia e fria como gelo durante a noite, sua terra rachada é coberta  por cactos e lajedos, assim como ossadas de criaturas que pereceram na seca. A seca é o maior inimigo das pessoas simples e corajosas desta terra, por isso a água é uma preciosidade que chega a ser usada como moeda de troca durante a seca. Sabendo disso, indivíduos mal intencionados cercam açudes e para obter lucro com o sofrimento dos mais fracos. Nessa situação, muitos pedem refúgio no gigantesco mandacaru que pode ser visto a quilômetros de distância: o Castelo de Mandacaru.

O Castelo de Mandacaru

"Voinha me disse que a bisa dela contava, de uma história de um mandacaru tão grande, mas tão grande, que morava gente dentro. Mas não era gente pouca não, era pra lá de mêimundo de gente. Bem dizer um país." - uma das muitas histórias que contam sobre o castelo.

A existência de um mandacaru desta magnitude é um mistério, ninguém sabe de onde ele veio, só se sabe que sempre existiu, dizem as histórias no topo do castelo existe um Reino Fantástico e quem vive lá, vive para sempre num lugar onde ninguém passa fome ou morre de sede, onde ninguém é maior do que ninguém e a paz reina. Porém, são apenas histórias. Ninguém nunca conseguiu chegar ao topo do Castelo de Mandacaru, seu interior na verdade é um lugar habitado por criaturas estranhas e seus corredores são repletos de armadilhas espinhosas. As histórias envolvendo o Reino Fantástico do Castelo de Mandacaru espalharam-se por toda a região, muitos tentaram chegar ao topo, mas nunca conseguiram ir muito longe.

No decorrer da semana vou postar as regras, as classes e as criaturas por aqui e futuramente vou criar um pdfzinho todo ilustrado, diagramado e print friendly.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Mapa atualizado

Versão atualizada do mapa da Capitania de Santa Terezinha visto anteriormente nesta postagem.
Como faz muito tempo que não jogamos nossa campanha, acabei ficando sem ideias, mas prometo que quando tiver novidades compartilho aqui no blog.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Carta a El-Rei - Parte 2

Carta do escrivão Hortêncio Donato a El-Rei Dom Luso Gomes da Costa de Camões Magalhães XVIII, sobre a viagem a nova terra além mar.

Na tarde do dia 20 de abril, foram selecionados 10 homens pelo Capitão-mor para fazer parte da equipe que iria acompanhá-lo na visita ao lar dos elfos. Eu estava entre os homens escolhidos, assim como 4 homens santos, 2 mateiros, e 3 homens de armas. Dos 20 elfos, 10 foram conosco e a outra metade ficou na praia com o resto de nossa tripulação.
Partimos em direção ao oeste, caminhamos por belas e desertas planícies durante quase um dia inteiro, cruzamos um rio e chegamos a uma floresta como nunca fora vista por nenhum de nós, de uma variedade e exuberância em árvores, flores, frutos e animais inexistentes em parte alguma de Vosso Reino de Portoga, ou quem sabe, na própria terra da Zoropa. Nem mesmo os mateiros que nos acompanhavam na expedição haviam visto se quer uma folha ou pássaro semelhantes ao que encontramos naquela mata selvagem.
A primeira expedição dos homens na floresta dos elfos.

Caminhamos pela mata por horas, até que comecei a ter a estranha sensação de estar sendo observado a cada passo, a comecei a ver vultos caminhando e correndo por trás das árvores, por cima dos galhos, entre os arbustos, é claro, eu não fui o único a sentir isso e logo nossos clérigos interrogaram os elfos a respeito. Eles disseram para que não nos preocupássemos, eram guardiões da floresta que estavam nos observando, já que acabávamos de entrar em seu território.
No dia 21 de abril chegamos ao lar dos elfos. Ficamos deslumbrados com sua incrível habilidade de construir suas casas de madeira e palha no topo das árvores em uma união perfeita com a natureza. Fomos recebidos por curiosas crianças elfo, que começaram a nos interrogar em sua língua desconhecida. Todos os outros elfos também nos observavam, incluindo suas belíssimas e jovens mulheres. O mais impressionante nos elfos era sua beleza e jovialidade, nenhum deles aparentava ter mais de 30 anos, não pude ver velhos em parte alguma.
Questionei um dos nosso clérigos a respeito da ausência de anciões e ele prontamente perguntou a o elfo que nos acompanhava, que para nossa surpresa, afirmou ser um dos elfos mais velhos de seu povo, afirmando ter 586 anos! Questionamos sobre o segredo para viver tanto e com aparência de jovem e ele nos respondeu que é natural dos elfos não envelhecer e ter uma vida longa, chegando a ter séculos de vida.
Então fomos apresentados a uma bela donzela de cabelos claros como  as nuvens, olhos azuis como o céu e pele bronzeada. Segundo nos foi dito, ela era como uma sábia ou vidente entre os elfos, muito respeitada e temida por todos os seres da floresta, como se fosse uma autoridade no local. A donzela havia visto em seus sonhos que nós viríamos de além dos mares uma noite antes de nossa chegada na praia.
Pude notar que a donzela não parecia muito contente em nos ver, e todos ficamos muito surpresos quando ela começou a falar em nossa língua as seguintes palavras: "Sua língua não é a única coisa que consigo entender, também posso ver claramente sua cobiça e seu egoísmo, não são bem vindos em nossa floresta, peço que partam daqui imediatamente, estaremos observando seus passos e faremos de tudo para proteger nossa família." Nosso Capitão-mor esbravejou logo em seguida: "Que ultrajante tratar visitantes dessa maneira! Fique sabendo que isso não ficará assim, vamos embora!." Fomos acompanhados pelos elfos de volta ao nosso acampamento na praia, onde chegamos na tarde do dia 22 de abril.

Continua...

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Carta a El-Rei - Parte 1

Carta do escrivão Hortêncio Donato a El-Rei Dom Luso Gomes da Costa de Camões Magalhães XVIII, sobre a viagem a nova terra além mar.

A presente epístola tem como objetivo informar a Vossa Majestade sobre os fatos decorridos entre a partida de nossa frota no dia 4 de fevereiro do ano 684 e a data em que escrevo, no dia 15 de agosto deste mesmo ano.
Segue adiante os acontecimentos mais pertinentes a Vossa Majestade em ordem cronológica, com suas respectivas datas.
No dia 4 de fevereiro de 684 partimos do porto de São Geraldo, na capital do Vosso Reino de Portoga, em uma frota composta por sete naus tendo no total uma tripulação composta de mais de 400 homens, dentre eles marinheiros, sábios e homens santos. 
Na noite de 8 de fevereiro avistamos no mar o que parecia ser uma criatura bestial, semelhante a uma imensa serpente com um rosto humano hediondo. Mas graças as orações de todos e as bençãos de Nosso Senhor, a criatura não se aproximou de nossa frota e seguiu seu rumo sinistro.
Em 22 de fevereiro fomos pegos por uma tempestade em alto mar que durou dois dias. Perdemos uma parte da tripulação e uma das naus desapareceu e não foi mais encontrada até a presente data. Espero de todo coração que estejam a salvo e sob a guarda de Nosso Senhor.
Entre 24 de fevereiro e 5 de março, ficamos a deriva em alto mar devido a ausência de bons ventos. Nosso Capitão-mor, Pedro Alves Firmino, afirmou que nos desviamos cerca de 3 dias ao sul de nossa rota original. Começamos a racionar os alimentos.
Durante a tarde ensolarada do dia 19 de março, pássaros foram avistados por Antônio, o homem da luneta, elas voavam em sentido sudeste. Nosso Capitão-mor deduziu que poderiam estar migrando em direção a terra.
No dia 29 de março avistamos terra. Uma pequena ilha repleta de mata virgem, onde desembarcamos para repor nosso mantimentos. Desceram na ilha 50 homens, dentre eles, homens de armas capazes de proteger os outros no caso de uma eventual ameaça a segurança da tripulação. Na ilha, conseguimos encontrar água e frutos, além de animais mamíferos de pequeno porte e algumas aves de cores variadas. Durante o tempo em que estiveram na ilha, os homens relataram ter encontrado vestígios da presença de seres inteligentes. Ruínas do que parece ter sido uma construção de pedra e estátuas de diversas formas, representando criaturas de corpo humanoide e rostos bestiais. Os homens estavam bastante perturbados ao relatar sobre o que haviam encontrado, e o nosso Capitão-mor achou prudente partir da ilha o mais rápido possível.
No dia 30 de março partimos da ilha, mas nos dias decorridos após a partida, os homens que avistaram as estátuas tiveram febre, pesadelos e alucinações, o que os levou a um estado de paranoia e total insanidade. Nem mesmo os clérigos presentes a bordo foram capazes de livrá-los de tal mazela. 
No dia 5 de abril os homens faleceram misteriosamente e foram atirados ao mar. Os clérigos afirmaram que o responsável fora o próprio diabo que se apossara das almas dos pobres condenados.
Em 17 de abril avistamos terra, graças ao Nosso Senhor.
Desembarcamos na nova terra na manhã do dia 18 de abril. Fomos imediatamente abordados por 20 seres parecidos com homens de orelhas pontudas, de pele morena e cabelos claros. Vestiam roupas decoradas com penas coloridas e colares de contas, alguns deles empunhavam arcos e lanças e um deles, que parecia ser o líder, empunhava um cajado ornamentado com uma pedra brilhante, que pude perceber ter despertado a cobiça de alguns membros de nossa tripulação.
Fizemos gestos para que abaixassem suas armas e iniciou-se uma aproximação amistosa, os homens falavam em um idioma estranho ao nosso, e pareciam muito curiosos a nosso respeito. O suposto líder deles olhava para alguns de nós bastante desconfiado, e dava instruções a seus homens parecidas com alertas para que tomassem cuidado conosco. 
Não demorou para que nossos clérigos, por intermédio da Graça Divina, começassem a compreender o idioma falado pelos seres, que se denominavam "elfos" da floresta, em seu idioma. Os elfos disseram que somos bem vindos, desde que não causássemos mal a floresta, aos animais e a terra. 
Nosso Capitão-mor pediu aos clérigos que perguntassem ao elfo que portava o cajado se gostaria de trocar o objeto por outro qualquer que estivesse de posse de nossa frota. O elfo aceitou como forma de acordo de amizade e paz. O capitão ofereceu-lhe uma belíssima luneta ornamentada e explicou sua utilidade através de gestos. Em seguida perguntou através dos clérigos se o cajado não faria falta, e se havia mais pedras brilhantes como aquela. O elfo respondeu afirmativamente e nosso Capitão-mor pareceu ficar muito satisfeito com a informação.
Os elfos ficaram a nossa disposição durantes os dias que se seguiram e no dia 20 de abril concordaram em nos levar para conhecer seu lar.

Imagem meramente ilustrativa.
Continua...

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Campanha de Old Dragon - Mapeando

Como foi visto no último reporte, nós conversamos bastante sobre alguns detalhes do cenário, como o continente de origem dos homens que fica além do oceano, a Zoropa. Pensei então que seria interessante começar a planejar alguns detalhes das localidades próximas ao Forte de Santa Terezinha, além da região que é explorada na aventura. Levando em conta que os personagens já possuem um conhecimento superficial da Zoropa, nada mais justo que eles possuam também um pouco de conhecimento da região em que vivem.
Montei um mapa de rascunho da região, contendo algumas vilas e florestas, incluindo localidades já citadas durante a campanha (algumas delas pelos próprios jogadores), todos os nomes usados são de bairros da cidade onde moramos, para ficar mais familiar para todos. Não é o mapa final  da região, fiz o mapa pra ter uma noção de como seria a parte mais populosa dos arredores do Forte.

Mapa preliminar da região próxima ao Forte de Santa Terezinha.
Como eu já havia dito em outro post, nosso cenário é vagamente inspirado no Brasil colonial, logo, a região ao qual o Forte pertence faz parte de uma "capitania" (ainda não me decidi se esse será o termo que irei utilizar, aceito sugestões), pertencente ao Dom Manuel Inácio, popularmente conhecido como Dom Inácio, ou ainda "Mané Inácio". A Capitania de Santa Terezinha, como foi chamada, foi doada a Dom Inácio pelo próprio regente do reino de Portoga, Dom Luso Gomes da Costa de Camões Magalhães XVIII, assim como o título de Dom e total autoridade sobre todos que vivem na capitania, além da tarefe de explorar e colonizar a região. Dom Inácio vive em seu belo e imponente Castelo Branco, construído com o auxílio de exímios engenheiros e pedreiros anões, utilizando um mineral raro e de coloração alva.
A região está muito vazia ainda, como podem notar pelo mapa, ainda pretendo detalhar melhor a região e fazer uma versão melhorada desse mapa (nada é definitivo, provavelmente a geografia irá mudar drasticamente). Futuramente trarei também as descrições de cada localidade, por enquanto só tenho os nomes dos locais e uma vaga ideia do que contém neles. Por exemplo, a Ilha do Bispo é onde fica um monastério e os clérigos são ordenados; Monsenhor Magno é uma pequena vila dentro do território dos elfos, com o objetivo de abrigar uma missão para convertê-los, e local de origem de alguns personagens da nossa campanha.
Ah, também criei um escudo pra representar a capitania, não ficou lá essas coisas, mas até que gostei (risos), tentei usar alguns elementos comuns aqui do nosso Estado pra representar a  Capitania de Santa Terezinha, espero que tenham gostado das novidades.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Campanha de Old Dragon - Halflings

Quem já acompanha o blog a algum tempo, deve recordar que comecei a criar junto com os jogadores um cenário para a nossa campanha de Old Dragon a partir do Forte das Terras Marginais. Eu cheguei a falar um pouco sobre ele de um modo mais geral neste post. Naquela ocasião foi questionado pelo Rafael Beltrame nos comentários sobre o papel dos halflings no nosso cenário, naquela hora eu não tinha pensado como teria sido a origem deles, ou seu modo de enxergar o mundo, etc. Eu só sabia que os halflings já eram conhecidos dos homens desde o seu continente de origem, e teriam vindo junto com os homens para o "Novo Mundo" devidamente domesticados. Sendo assim, o objetivo dessa postagem será explicar, de modo geral, como são os halflings do cenário da nossa campanha de OD.
Sabemos que os homens tentaram impor seu modo de vida "civilizado" aos elfos logo nos primeiros contatos com a raça recém descoberta, porém, os elfos não aceitaram ter sua cultura menosprezada e taxada de primitiva por seres tão medíocres e expulsaram os homens de suas florestas. Os homens então recuaram, mas não desistiram, como vimos nos reportes da campanha, ainda existem clérigos no territorio élfico que tentam converter os elfos pacificamente. Claro que tudo isso só é possível porque os elfos assim permitem, como uma maneira de conhecer a cultura dos homens talvez, mas ignorar séculos de sua própria cultura, jamais.
Logo, o comportamento dos homens não teria sido diferente com outras raças "primitivas". Os elfos não permitiram esse enxerimento, pois sabiam se defender dos homens muito bem, possuem um vasto conhecimento de magias e pactos com todas criaturas da floresta, o que fez com que os homens achassem melhor adotar uma postura mais pacífica. Mas e os elfos não fossem capazes de deter os homens, o que teria acontecido? Provavelmente a mesma coisa que houve com os halflings.
Bem antes de cruzar o oceano, os homens já haviam tido contato com os humanoides diminutos conhecidos como halflings, e assim como ocorreu com os elfos, os homens também julgaram os halflings como criaturas primitivas e impuseram seu modo de vida aos pequeninos. Infelizmente, ao contrário dos elfos, os halflings não eram capazes de se defender tão bem, sendo assim, foram totalmente subjugados pelos homens. Muitos foram mortos e escravizados, fazendo com que boa parte dos haflings se convertessem a cultura dos homens. Hoje, os halflings são meros serviçais dos homens, trabalhando em suas fazendas, em suas ruas e suas casas. Os halflings, outrora livres, agora vivem presos em uma sociedade que os vê como cidadãos de segunda categoria, para não ser pessimista. 
Mas o trabalho dos homens em domesticar os halflings não teria sido completo se eles próprios não estivessem satisfeitos com sua situação, sendo assim, foi papel dos clérigos doutrinar os pequenos a aceitar sua condição inferior dentro da sociedade como algo inquestionável. O próprio termo "halfling" é um termo pejorativo criado pelos homens, e significa "metade de algo", sendo que os halflings dentro do mundo civilizado dos homens sequer tem metade dos direitos dos outros cidadãos livres. 
Originalmente, os "halflings" eram uma raça dividida em várias tribos nômades que viajavam pelas savanas, como eram pequenos e vulneráveis, mudavam-se para outra região sempre que surgia um predador muito poderoso na área. Frequentemente disputavam por território contra goblins e kobolds. Seu modo de vida era bastante primitivo, baseado na caça, pesca e coleta. São muito habilidosos para trabalhos manuais, sendo notória a confecção de máscaras de argila utilizadas para guerrear e expulsar maus espíritos, além de outros objetos de cerâmica. 
Uma dupla de guerreiros halflings caçando nas savanas.

Ainda hoje, podem ser encontradas tribos de halflings vagando pelas savanas, fugindo de caçadores, que os querem vender como escravos para outras raças, incluindo anões e orcs. Após tudo isso, o comportamento dos halflings selvagens tornou-se muito mais agressivo, surgindo vários boatos de que seriam, inclusive, canibais e devoradores de homens.
Bom pessoal, é basicamente isso, se gostaram por favor digam nos comentários (e se não gostaram também). A propósito, os halflings do cenário são claramente inspirados nos halflings de Dark Sun e nos pigmeus do nosso mundo, que inclusive, já foram adaptados como raça de Old Dragon pelo Igor Moreno.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Campanha de Old Dragon - O cenário

Antes de postar a 4º parte da nossa campanha de OD no Forte das Terras Marginais, neste post irei tecer alguns comentários sobre os bastidores da mesma, incluindo detalhes sobre o cenário, que estou construindo a medida em que jogamos. 
Mestrar usando o Forte das Terras Marginais tem sido excelente, ele te dá um cenário com quase tudo pronto, um local seguro para os aventureiros descansar e se preparar para aventura, vários locais para serem explorados na região do forte e ótimas masmorras. Além disso, te dá liberdade para inserir a aventura em qualquer cenário ou, no meu caso, criar um cenário ao redor dela. O forte não te dá nomes de NPCs ou locais, então sinta-se livre para "dar nomes aos bois". E foi aí que tudo começou.
Antes da aventura começar, um dos jogadores batizou seu personagem de Josimar Andrade da Silva e perguntou se poderia usar esse nome, eu permiti sem problemas, e nessa onda, o outro jogador batizou seu personagem de Ricardo Brandão. Bom, se temos personagens com nomes comuns, por que não usar nomes comuns para todo o resto? Foi nesse momento que o Forte das Terras Marginais se tornou o Forte de Santa Terezinha.
Bom, a partir daí criamos um cenário novo, repleto de regionalismos, bem familiar a nossa realidade e região em que vivemos, que é o nordeste do Brasil. Usamos muitas gírias nordestinas durante o jogo, o que ajuda a dar o clima do cenário (além de facilitar a interpretação dos personagens, já que meus jogadores atuais não costumavam ligar muito pra isso, o que eu acho uma preguiça tremenda!). Vamos agora, a um breve resumo do cenário.

O cenário em que se passa nossa campanha é vagamente inspirado no Brasil colonial: um local novo e desconhecido aos olhos do mundo "civilizado", e quando me refiro a civilização no contexto da fantasia medieval, quero dizer a raça dos homens, que no nosso cenário assume o papel dos europeus. A raça dos homens vem originalmente de outro continente, além do oceano, onde possuem uma sociedade baseada no feudalismo e possuem uma religião monoteísta semelhante ao catolicismo (creem em um único deus criador do mundo e um opositor responsável pela maldade dos homens, os santos são clérigos que se tornaram mártires durante a história da raça). Os homens então viajaram pelo oceano e descobriram uma terra totalmente nova,  onde tiveram contato com uma nova raça de seres: os elfos.
Os elfos no nosso cenário são os equivalente aos povos indígenas nativos do Brasil, vivem em plena harmonia com a natureza e com os animais, vivem da caça, da pesca e da coleta e se organizam em tribos, cada uma dessas tribos tem um representante em uma ordem druídica que cultua a Mãe Natureza. 
O primeiro contato entre homens e elfos foi relativamente amistoso, depois essa relação se tornou neutra assim que os elfos descobriram o principal interesse dos homens na terra que acabaram de descobrir: explorar suas riquezas naturais. Os humanos por sua vez, viram os elfos como selvagens e tentaram ensinar  a eles o modo civilizado de viver, tentando impor seus costumes a força. Não foram bem sucedidos pois os elfos sabiam se defender muito bem, principalmente através da magia arcana, que para os homens era bruxaria. Ainda hoje a relação entre homens e elfos é extremamente delicada, alguns insistem em converter os elfos à religião dos homens, tentam ensinar a eles seus costumes "civilizados". Os elfos, por sua vez, não enxergam os homens como ameaça e permitem que eles entrem em seu território para realizarem suas "missões".
E assim os homens realizaram várias expedições exploratórias na nova terra, em busca de riquezas, descobriram ruínas de civilizações esquecidas de milhares de anos, construíram cidades, castelos e fortes. 
Durante a colonização da nova terra, os homens acabaram encontrando os anões, que já habitavam as montanhas há séculos antes da chegada dos elfos e dos homens. Os homens já conheciam os anões de seu continente de origem, mas foi uma surpresa saber que seu reino subterrâneo se expandia até além do oceano. A relação entre os homens e os anões é exclusivamente comercial, através de um acordo feito entre as raças após um longo período de guerra entre ambas.
É de conhecimento daqueles que leram o Forte das Terras Marginais, a existência de um culto do caos profano, composto por clérigos caóticos que cultuam seres ocultos, desconhecidos, abissais e em sua maioria, malignos. No nosso cenário, a magia arcana é vista como parte desses cultos caóticos, sendo assim, bastante incomum a presença de magos, que são perseguidos e condenados às mais diversas punições, semelhante a inquisição. Esse, além do d4 como dado de vida, é o principal motivo da ausência de personagens magos por parte dos jogadores dessa campanha (risos).

Bem, é basicamente isso, mais detalhes sobre o cenário serão apresentados em breve, como disse anteriormente, ele ainda está sendo construído enquanto jogamos. Até a próxima!

One-page RPG jam 2026

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