segunda-feira, 29 de abril de 2013

Campanha de Old Dragon - Parte 3

De volta ao Forte de Santa Terezinha mais uma vez derrotados, os aventureiros sobreviventes John Carter e Bungo decidem pedir ajuda ao Major Antônio Morais, alegando que muitos homens já morreram na difícil empreitada de livrar as cavernas da ameaça goblinoide. Mas o Major é inflexível, e diz que muitos já vieram antes e haviam morrido também, todos aceitaram a tarefa por sua própria conta e risco, e era por isso que ele tinha oferecido 100 P.O. de recompensa.
Sem o apoio do Major, John Carter decide ir até a Capela do Forte, pedir a "bença" e conselhos ao padre Eudes, um homem muito sábio. Ciente da situação, o padre envia uma carta para a Mata do Ipê, onde vive o clérigo Josebias Batista (novo personagem do jogador de Bebeto, o anão azarado) que está em missão para converter os elfos da região. Na carta é solicitado a Josebias que venha  o quanto antes e traga um elfo valente, crente em Deus e de sua confiança, esse elfo é o ladino Jimiel, o sombra (um dos personagens prontos do Forte das Terras Marginais).

Josebias Batista convertendo os elfos da Mata do Ipê.
Ao chegarem ao Forte, Josebias e Jimiel são colocados a par da situação por John Carter, Bungo e o padre Eudes, e eles decidem investigar outras áreas das montanhas, evitando as cavernas dos kobolds por um tempo.
Infelizmente, ao investigar a região das cavernas, os aventureiros entram em uma área morta, repleta de árvores enegrecidas e cheiro de carniça, território onde habita uma Sombra, que acaba matando John Carter e Bungo. Josebias e Jimiel conseguem se livrar dela e decidem voltar. Mas não antes de Josebias pilhar os pertences de seus falecidos companheiros e usá-los para comprar uma maça obra-prima  quando chegou ao Forte. 
Os dois novos aventureiros dão a notícia ao padre Eudes, que conversava com outro clérigo (e novo personagem do jogador de John Carter), Tião Magrela, que veio ao Forte para investigar o desaparecimento de um mercador em um bosque da região, que segundo dizem os rumores, é amaldiçoado. Eles decidem ajudar Tião a procurar o mercador contanto que ele se junte ao grupo na empreitada de expulsar o mal da região, todos concordam e partem rumo ao tal bosque.

Continua...

sábado, 6 de abril de 2013

Campanha de Old Dragon - Parte 2

Conseguindo escapar com vida da caverna dos kobolds, John Carter, o clérigo estrangeiro, e seu ajudante Bungo, o halfling espadachim, voltam ao Forte de Santa Terezinha. Lá eles procuram se equipar melhor para a próxima investida às cavernas, e para isso, contam com a ajuda de um novo aventureiro: Bebeto, um anão de armas (e novo personagem do jogador de Juma e Josimar). 
Bebeto é um velho amigo de João, o taverneiro anão, que foi muito prestativo com os aventureiros oferecendo a eles informações valiosas (em troca de muitas pratas, é claro) e umas "lapadas de cana". Confiando na indicação de seu amigo João, Bebeto aceita partir com os bravos aventureiros até as Cavernas da Escuridão, ainda mais após saber que iria poder matar alguns kobolds malditos e, de quebra, conseguir uma grana extra.

Todo o carisma dos anões Bebeto e João.

Equipados, descansados e preparados, os aventureiros voltam às cavernas, tomando as devidas precauções durante o caminho,  evitando encontrar o ogro e seus comparsas, além de ter a sorte de não cruzar com o cavaleiro misterioso novamente.  
Havia passado alguns dias desde que fugiram das cavernas dos kobolds, e durante esse tempo as criaturinhas prepararam novas armadilhas e bolaram novas estratégias para se prevenir de invasores. E eu, o Dungeon Master, tive a oportunidade de ler esta postagem sobre kobolds do Tucker no Módulos RPG, para a infelicidade dos meus jogadores.
Antes de sequer entrar na caverna, os aventureiros foram avistados pelos kobolds, que estavam fazendo a vigilância do perímetro. Cientes de que não tinham mais o fator surpresa, mesmo assim eles decidiram entrar na caverna.
Bebeto, com seus 12 PVs e visão no escuro, foi na frente, enquanto os outros dois bravos aventureiros iam um pouco atrás. Assim que adentrou na primeira câmara, o anão ativou uma armadilha que o prendeu com uma rede, para logo em seguida ser alvejado com tiros de besta de kobolds muito bem escondidos. Quando os demais aventureiros corriam para ajudá-lo, o anão era flanqueado por kobolds e trespassado por suas lanças. Foi o fim para o pobre Bebeto. Tomados pelo horror de ver seu mais novo companheiro ser transformado em peneira, John Carter e Bungo acham melhor recuar. Para a alegria dos kobolds, que festejaram a vitória do dia. E para a fúria do jogador de Bebeto por ter sido "deixado pra morrer", nas palavras do mesmo. 

Bebeto em seus últimos momentos de vida.
John Carter e Bungo retornam vergonhosamente ao Forte de Santa Terezinha com péssima noticia para dar a João. 

Continua ...

sábado, 30 de março de 2013

Campanha de Old Dragon - Parte 1


Finalmente, depois de algum tempo sem mestrar  nenhum RPG, eu consegui convencer meu grupo atual (dois jogadores  acostumados com 3D&T e TormentaRPG) a jogar Old Dragon.
Jogamos a aventura modular O Forte das Terras Marginais, que eu batizei de Forte de Santa Terezinha. Os personagens ficaram sabendo que o responsável pelo forte, o major Antônio Morais, estava precisando de homens para dar cabo de uns goblinoides que habitam as Cavernas da Escuridão à noreste do Forte.

Josimar e Ricardo Brandão chegando no Forte de Santa Terezinha.

Os personagens são Josimar Andrade da Silva, clérigo caótico de Deus e ex-bandoleiro, e Ricardo Brandão, homem de armas caótico. Ao chegar no Forte, os dois arrumaram um serviço de escolta na taverna e, junto a dois ajudantes NPCs: o arqueiro Vitor e o lanceiro Léo.
O mercador ofereceu 1 peça de ouro por dia para os aventureiros o levarem até uma vila a 5 dias do Forte, no caminho da ida eles foram atacados por nove zumbis e sobreviveram. Mas durante a volta encontraram um casal de grifos e seu filhote e foram atacados, resultado: somente Josimar, o clérigo conseguiu fugir e sobreviver.

A última batalha de Ricardo Brandão.

De volta ao forte, Josimar consegue falar com o major com o intermédio do clérigo local Eudes, que recomenda também a ajuda do clérigo estrangeiro John Carter (o novo personagem do jogador de Ricardo Brandão). Os dois clérigos contratam dois ajudantes e partem para as Cavernas da Escuridão.
Chegando ao riacho eles encontram uma ponte, mas quando iam atravessar foram abordados por um ogro e seus comparsas bandidos, eles cobravam uma taxa de 10 peças de ouro para atravessar a ponte, mas os personagens recusaram-se a pagar e houve luta. Somente John Carter, com ajuda da magia santuário, conseguiu escapar vivo.
Ao voltar para o forte de Santa Teresinha, John Carter junta um novo grupo para voltar e explorar as Cavernas da Escuridão (dessa vez evitando de passar pela ponte do ogro), então ele contrata dois ajudantes: Marcos, um gordo metido a valente; Bungo, o halfling  espadachim e por último Juma, o ladrão ( e novo personagem do jogador de Josimar).
Os quatro conseguem chegar as montanhas ao noroeste do forte onde ficam as Cavernas da Escuridão, mas encontram cadáveres de orcs que foram espancados. Depois de um tempo caminhando eles encontram a causa dos orcs terem morrido: um cavaleiro de armadura completa usando uma máscara espancava alguns orcs logo adiante. Logo após dar cabo dos orcs, o cavaleiro persegue os aventureiros e o primeiro a morrer de um golpe é Marcos, o ajudante gordo. Enquanto isso, o resto do grupo foge e se esconde em uma gruta.

Fuga pelas montanhas.
Depois que a poeira abaixa, o grupo finalmente encontra as Cavernas da Escuridão e entram na primeira caverna: a caverna dos kobolds. Lá dentro, Juma morre ao cair em uma armadilha de fosso, ser molhado com óleo e ser queimado vivo pela tocha atirada por um kobold. John Carter e Bungo acham melhor voltar ao forte e conseguir mais homens para ajudar a explorar a caverna.

Continua... 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Rise from your grave!

Faz mais de um ano que eu criei esse blog e faz mais de um ano que eu não faço nenhuma postagem. Mas a partir deste post, eu venho reviver este blog moribundo!

E em homenagem a isso o post de hoje é sobre mortalidade em jogos de RPG, especificamente em jogos Old School. Recentemente, eu e meu grupo atual (dois moleques criados a 3D&T com Tormenta) começamos uma campanha de Old Dragon usando a aventura O Forte das Terras Marginais (Não vou entrar em detalhes a respeito da campanha agora pois pretendo fazer um reporte dela em breve). O que aconteceu basicamente foi o seguinte: em mais ou menos 4 sessões de jogo, cada jogador já tinha perdido pelo menos 2 personagens. Apesar do alto grau de periculosidade da aventura os jogadores estão adorando ter a oportunidade de interpretar vários personagens, sempre tomando mais cuidado para manter o infeliz vivo o máximo possível "pelo menos pra poder chegar ao nível 2", nas palavras de um deles.
Até aí tudo bem, meu grupo conseguiu aceitar normalmente o nível de mortalidade na campanha sem me chamar de carrasco ou coisa parecida, simplesmente eles reconheceram que o mundo é cruel, e a vida de aventureiro é mais cruel ainda.
Mas aí surgiu um pequeno problema: em uma campanha com alto nível de mortalidade, como proceder para lembrar de todos os personagens que pereceram em batalha, todos os aventureiros que encontraram seu triste fim nas armadilhas dos kobolds? Tudo bem que um narrador organizado teria todas essas informações registradas em suas anotações, mas e quanto aos jogadores? Seria interessante ter um registro de todos os bravos heróis que eles guiaram até as garras da morte.
Pensando nisso, eu encontrei a solução: Epitáfios.
"Epitáfios (do grego antigo ἐπιτάφιος [epitáfios], "sobre a tumba") são frases escritas sobre túmulos, mausoléus e campas cemiteriais para homenagear pessoas ali sepultadas. Normalmente, os dizeres são colocados em placas de metal ou pedras. Tradicionalmente escritos em versos, alguns epitáfios são célebres como o de Robespierre:Passant, ne pleure pas ma mort (Passante, não chores minha morte)
Si je vivais tu serais mort. (Se eu vivesse tu estarias morto)" (via Wikipédia)
Bem, os epitáfios que eu venho propor são nada mais nada menos do que fichas de personagens falecidos, apenas para fins de registro e preservação da memória da campanha. Seria algo mais ou menos assim:

Pobre Ricardo Brandão, morto na primeira sessão.



quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Old Dragon Day 2011

Durante o ultimo dia 5 de novembro ocorreu em todo Brasil o Old Dragon Day, um evento que comemorou o aniversário de um ano do jogo de RPG Old School mais famoso do país. 
A proposta do evento é bem simples: jogar Old Dragon no dia do Old Dragon. Para isso, uma aventura exclusiva foi distribuída para todos que se cadastraram no site do evento.
Aqui em João Pessoa, assim como em outras partes do país, resolveram juntar os grupos e jogar todo mundo junto num só evento. Infelizmente, só houve duas mesas de OD no evento, e em uma delas eu tive a oportunidade de jogar (inicialmente eu planejava mestrar, mas como eu tinha poucos jogadores achei melhor jogar com o resto do pessoal para completar a outra mesa). Além disso, tive a oportunidade de conhecer o tal FIASCO, que eu achei meio estranho de início "um rpg sem mestre?", mas acabei entendo o jogo no final (isso mesmo, depois que acabou o jogo é que eu entendi como funciona).
Enfim, a mesa em que eu joguei foi narrada pelo Dan Ramos, um dos caras por trás do Old Dragon. Foi a segunda vez que eu joguei em um evento, e trata-se de uma experiência que eu recomendo para todos os jogadores e mestres de RPG que tenham a oportunidade de participar de um evento como esse, conhecer outros grupos de jogadores e trocar idéias, além de conhecer outro estilo de jogo.
A aventura que nós jogamos foi a mesma disponibilizada para o resto do país :"A árvore morta dos kobolds infernais", e como eu já havia lido a mesma (eu pretendia narrar, lembram?), fiz o possível para não dar os "spoilers" da aventura durante o jogo. Nós jogamos com os personagens prontos que foram disponibilizados no RedBlog, e eu acabei ficando com a maga Melina, já que ninguém quis escolher ser o mago do grupo.
Tentei reunir o máximo de informação possível e investigar os outros rumores antes de partir pra tal árvore maldita, além de nos prepararmos com os equipamentos adequados para exploração, mas o grupo insistiu em ir até ela em uma "missão de reconhecimento", além disso o narrador deu uma certa ênfase na árvore, então lá fomos nós investigar o sumiço das criancinhas (das crianças vagabundas, segundo o prefeito, que acabou ficando na lista negra do grupo).
Uma coisa que eu achei interessante no método do narrador foram os Pontos Narrativos, ou algo assim, que serviram para realizar outras roladas em caso de falha, por exemplo, além de interferir na cena do jogo, um dos jogadores ultilizou um desses pontos para que houvesse uma grande rocha na cena, que pudesse ser empurrada de modo que viesse a servir como ponte para atravessar um poço de lava. Além disso o mestre pode presentear o jogador com esses pontos caso o jogador tenha boas idéias, o jogador de Isiscarus recebeu um desses ao ter a idéia de amarrar as pernas de um golem de pedra para que ele caísse ao se locomover.
A aventura foi muito divertida, só houve 2 mortes eu acho, e minha personagem subiu de nível durante a aventura (tudo bem, eu sabia que o ovo misterioso dava um nível para quem o tocasse, mas eu não pretendia fazer isso até que o jogador de Veltan disse "porra maga! tu não fez nada até agora!"). 
Enfim, o evento foi ótimo, e fazia muito tempo que eu não jogava de mago, e com apenas 2 magias eu tive que guardá-las para usar no momento certo, mas no final acabei usando mísseis mágicos no cão miúdo. Outra coisa interessante, é que cada mestre e grupo tem um estilo ou ritmo diferente, na outra mesa, que começou antes da nossa, eles demoraram muito mais tempo antes de ir até a árvore, além da exploração ter sido bem mais demorada eu presumo, quando terminamos a aventura eles ainda estavam no primeiro nível da dungeon.
Bem, é isso, que venham os próximos eventos!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Assim nascem as lendas...

Jogador: Oh! Senhor Poderoso Mais Poderoso de Todos os Poderosos! Você poderia tornar minha marreta vorpal?
DM: ...

Diz a lenda que em tempos imemoriais uma arma mortífera inimaginável foi criada por seres de poder igualmente inimagináveis. Trata-se da Marreta Vorpal, uma arma capaz de separar do corpo a cabeça de um homem. Não se sabe ao certo onde essa arma se encontra hoje, mas por onde ela passou, diz a lenda, alterou o destino de dezenas de guerras.
Sua origem é incerta, alguns dizem que a Marreta Vorpal foi um presente dos deuses a um frágil mortal que desejava tornar-se mais letal em combate, enquanto outros afirmam que a arma era originalmente uma marreta comum, mas que recebeu a benção de um ser de extremo poder, (e tendência caótica) atendendo ao pedido de seu dono original, um aventureiro franzino.


 Old Dragon : A Marreta Vorpal não causa dano por corte, mas mesmo assim tem a capacidade de ejetar a cabeça de seus alvos como uma bola de golfe, causando morte instantânea em quem tiver apenas uma cabeça. Ela é uma arma mágica  que causa 1d10 ( mais bônus de Força ) pontos de dano e que oferece +5 de bônus para ataque e dano. Em caso de acerto crítico ( um 20 natural ) a cabeça do alvo é arremessada 5d6 metros do seu corpo, a não ser que ele seja bem sucedido em uma jogada de proteção modificada pela Destreza, nesse caso, ele apenas leva dano dobrado.

3D&T : A Marreta Vorpal é uma arma mágica que oferece um bônus de +10 na Força de Ataque,  é vorpal ( claro! ), possui  os poderes   penetrante, poderoso e perigoso da vantagem Ataque Especial, sem custo de Pontos de Magia. Além disso, a cabeça do alvo voa 5d6 metros do seu corpo ao ser decapitada.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Vocês tão lá!

DM: Vocês tão lá!
Jogador 1(Elfo): Lá onde?
DM: Na sala do rei, ele quer que vocês resgatem a filha dele das garras de um necromante que a raptou.
Jogador 1(Elfo): Já começa assim? O grupo todo já se conhece e tal?
DM: É pra cortar a linguiça.
Jogador 1 (Elfo): Ah tá.
DM: O rei se dirige ao guerreiro e diz: "oh nobres aventureiros salvem minha preciosa filha e serão muito bem recompensados!"
Jogador 2 (Guerreiro): Eu digo ao rei: "eu mato e depois pergunto"
Jogador 1 (Elfo): Oxe! Isso é coisa que se diga na frente do rei? Tu tá doido é?
DM: O rei parece não ter entendido o que você quis dizer.
Jogador 2 (Guerreiro): Eu repito para o rei em alto e bom som: "EU MATO E DEPOIS PERGUNTO!"
Todos os outros jogadores simultaneamente: Affff...
DM: O rei te ignora e decide falar com o mago.
Jogador 3 (Mago): Não se preocupe vossa majestade, faremos o possível para salvar sua filha!
DM: "Muito obrigado nobres aventureiros, aqui está um mapa com a localização da torre do vilão!" ele entrega o mapa ao mago.
Jogador 3 (Mago): Beleza, a gente sai do castelo.
Jogador 4 (Ladrão): Que a gente sai do castelo? Antes de ir eu pergunto ao rei o que ele nos oferece em troca de uma missão tão arriscada?
DM: 1000 po
Jogador 4 (Ladrão): Pra cada?
DM: Pra cada.
Jogador 4 (Ladrão): Agora a gente sai.
Jogador 2 (Elfo): Mas quem garante que a gente vai sair vivo? Mestre, eu peço ao rei um adiantamento.
DM: Ele oferece 100 po para cada de adiantamento.
Jogador 2 (Elfo): Agora sim a gente sai.
Jogador 1 (Guerreiro): Aleluia! Até que enfim!
DM: Quando vocês saem do castelo são emboscados por elfos negros.
Jogador 2 (Elfo): Eu saco minha espada.
Jogador 3 (Mago): Eu fico atrás do guerreiro.
Jogador 4 (Ladrão): Eu preparo minhas adagas.
Jogador 1 (Guerreiro): Eu tenho um cavalo?
DM: Não, você não tem um cavalo.
Jogador 1 (Guerreiro): Então eu volto para o castelo.
DM: Enquanto o guerreiro foge para o castelo, os elfos atacam o grupo.
Todos os outros jogadores: Afff...

Esse foi um pequeno resumo da primeira vez que eu joguei RPG, em meados de 2000, quando eu ainda fazia a 6º série. Eu não tinha muita idéia de como o RPG funcionava, mas mesmo assim achei muito divertido, apesar de ter sido expulso da mesa pelo DM (eu era o guerreiro da cena acima descrita). Mas mesmo assim eu continuei assistindo a aventura.
O sistema era AD&D e tudo que eu me lembro sobre as regras na época era que um dos jogadores havia dito "essa é a pior rolada de atributos que eu ja vi", os atributos foram rolados todos com 3d6 e em sequência, "rola os dados aí, deu quanto? 7? essa vai ser a sua força, agora rola os dados de novo pra ver a destreza..."
Depois eu levei a ficha pra casa e resolvi mestrar pro meu vizinho com o que eu sabia e tinha (uma ficha tosca numa folha de caderno e um dado de 6 lados). Eu não sabia nem como o sistema funcionava e nem como narrar uma aventura, na verdade eu nem sabia o que era uma aventura, muito menos que esse termo existia.
Resumindo, a primeira aventura que eu narrei era algo parecido com um jogo de briga de rua: uma sequência de combates com um pretexto bem simples, algo tipo vá salvar a princesa do feiticeiro maligno. Hoje eu me pergunto como eu consegui narrar essa aventura sem noção alguma de regra alguma. Mas aí é que eu percebo que o elemento principal do RPG eu tinha captado na época: a imaginação.
O primeiro grupo de RPG que eu participei parou de jogar sem nem ter terminado aquela aventura, e eu comecei a ter mais contato com o RPG por ironia do destino.
Certo dia eu e mais dois amigos estavamos perambulando pelas ruas do meu bairro (ainda moleque, mais ou menos na mesma época que tinha jogado RPG na escola), caçando lagartixas com estilingue ou baleadeira como chamam por aqui (já éramos aventureiros na época [risos] ), quando encontramos em meio ao lixo de uma casa uma pilha de revistas. "Pia o que é revista! Tem até uma de Dragon Ball Z!" disse um dos meus amigos, e fomos todos correndo pilhar as revistas no lixo.
As revistas eram a antiga Dragão Brasil, e ao folheá-las eu percebi que eram de RPG. Eu fiquei surpreso na época, "por que jogariam essas revistas de RPG no lixo?", mas hoje eu acho que elas foram parar ali porque talvez foram acusadas de serem "do capeta".
Enfim, em meio as revistas que encontramos naquele dia havia um Manual 3d&t do vermelhão, o primeiro de todos, e a primeira edição de Tormenta, além de outras edições avulsas.
Parece que foi obra dos deuses, aquelas revistas virem parar nas minhas mãos, depois daquilo a gente jogou 3d&t durante algum tempo. Mas eu ainda não tinha muita noção de como mestrar, minhas aventuras eram todas estilo railroading.
De lá pra cá muita coisa aconteceu, eu conheci outros jogadores e outros mestres além de outros sistemas também, GURPS, D&D 3º edição, Vampiro e tudo mais.
RPG é tudo de bom.